Ainda sem saber o que fazer? Este guia prático ajuda a identificar a ideia certa para o negócio, com um método em cinco passos.
Três passos, por esta ordem: o valor que o negócio precisa de faturar por mês, os poucos números a acompanhar e uma hora fixa por semana para a gestão.
Gerir é decidir sobre os cinco passos de qualquer negócio, com um calendário: uma revisão por semana, um fecho por mês e metas por trimestre. Uma semana e um mês de gestão num salão, com os tempos.
Contabilista, consultor, mentor, formação, IAPMEI, associações empresariais ou um par na mesma fase: o que cada um dá e que pergunta resolve melhor.
Próximo passo
10 minutos, e ficas a saber que decisões tomar primeiro.
A maioria das pessoas que hoje tem um negócio de sucesso não acordou um dia com a ideia perfeita. A ideia foi construída, testada, ajustada, reformulada. E começou, quase sempre, por uma combinação simples: algo que sabem fazer bem, algo de que gostam e algo de que alguém precisa.
Este guia é para a fase do "quero, mas não sei o quê": sem receitas prontas nem pressão para encontrar a ideia perfeita, apenas um processo prático para passar da incerteza à clareza.
Antes de pensar em negócios, convém ver o que já se sabe fazer, e não só em competências técnicas, como contabilidade, design ou tradução: contam também a organização, a comunicação, a resolução de problemas, a criatividade, a empatia, a capacidade de ensinar.
Em papel, três listas:
Este exercício serve para alargar o campo de visão. A maioria de quem começa subestima o valor daquilo que já sabe.
Um bom negócio resolve um problema. Não precisa de ser um problema enorme: pode ser um incómodo, uma ineficiência, uma necessidade mal servida. Para os encontrar, basta observar.
Durante uma semana, vale prestar atenção ao que irrita, ao que está mal feito, ao que alguém reclama. E às conversas: o que precisam as pessoas à volta e não encontram?
Exemplos concretos de problemas que se tornaram negócios:
Agora juntam-se as duas listas. Onde é que as competências se encontram com os problemas identificados? Esta interseção é o território fértil para a ideia de negócio.
Em vez de procurar a combinação perfeita, o caminho é juntar 3 a 5 possibilidades que façam sentido. Nenhuma ideia nasce perfeita: o que importa é ter um ponto de partida sólido.
Para cada combinação, responder a estas perguntas:
A validação é o passo que a maioria salta, e é o mais importante. Validar é testar se existe procura real antes de investir tempo e dinheiro, muito antes de haver um produto completo.
Formas simples de validar:
A validação dá sinais, e os sinais chegam para avançar com confiança, mesmo sem certezas.
O maior erro de quem está na fase pré-ideia é não escolher de todo. A análise paralisa, e a busca pela ideia perfeita transforma-se numa desculpa para não começar.
A escolha cai na ideia que, neste momento, parece mais viável e interessante, com o compromisso de a testar durante 90 dias. Se no final desse período se confirmar que funciona, ótimo: há um negócio. Se não funcionar, também é bom: ficou aprendido o que era preciso para tentar a segunda opção.
A ideia certa é a que sobrevive ao contacto com a realidade.
Para quem quer estrutura para avançar, é este o trabalho que o Canvas de Descoberta do Elevate Club organiza: as competências de um lado, os problemas do outro, e a validação antes de investir seja o que for.
É ao começar que a clareza aparece.